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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Hoje quero falar um pouco sobre melancolia, as vzs sou muito crítica comigo, sou pura melancolia e as vzs me assusto.
Olha, vc muitas pessoas são do temperamento melancólico! Geralmente
são músicos, poetas..gostam de pensar, e até ficarem sozinhos..

MELANCÓLICO
Qualidades – Habilidoso, minucioso, sensível, perfeccionista, esteta, idealista, leal, dedicado.

Defeitos – Egoísta, amuado, pessimista, teórico, confuso, anti-social, crítico, vingativo, inflexível.

O "temperamento negro ou sombrio" geralmente caracteriza o indivíduo melancólico.O Sr. Melancólico geralmente encontra seu maior significado na vida através do sacrifício pessoal. 
Parece ter vontade de sofrer, e buscará uma vocação difícil, que envolva grande sacrifício pessoal. Uma vez que a sua decisão tenha sido tomada, tende a ser muito meticuloso e persistente em alcançar seu objetivo, e provavelmente realizará um grande bem.
O Melancólico é o temperamento mais rico de todos. É um analítico, talentoso, tipo do perfeccionista, sacrificado, com uma natureza emocional muito sensível.

Francisco Martins1
Resumo
A Melancolia e Sublimação são relacionadas no presente trabalho de um ponto de vista
psicanalítico. Mostra‐se que o desencadeamento da melancolia é acompanhado do
desfazimento das sublimações prévias existentes. Esta tese freudiana é analisada a partir do
estudo de um paciente durante longo termo e especialmente durante o trabalho de luto do
objeto amado. Evidencia‐se que o adoecimento melancólico se faz como uma retrodesconstrução
(ruckgebildet) das sublimações realizadas. É acrescido à tese de Freud um novo
aspecto que diz respeito à perda do apoio de um objeto amado que durante a existência do
futuro melancólico serviu de ponto de ancoragem e de apoio nas principais sublimações
arrematadas. A ruptura da sublimação que se apóia no outro, em especial do ser amado,
precipita e aprofunda a melancolia e demanda uma explicação pragmática da relação amorosa
rompida pela morte do cônjuge: esta é a tese específica desenvolvida.
Palavras Chaves: Melancolia, Sublimação, Técnica terapêutica, Psicopatologia

A melancolia é a doença típica do mundo ocidental. Do mundo onde a
qualificação dos fatos ligados à terceiridade enquanto saber e obediência estrita da
norma são levados ao seu extremo. A melancolia é reconhecida desde a Antigüidade
(Corpus Hipocraticus) como a bílis negra. A síndrome típica é descrita pela presença de
uma tristeza irremediável, acompanhada de intensa dor moral. Essa tristeza é
acompanhada de modificações nas sensações, no sentir fundamental, apoiando‐se
neste principalmente através de sensações cenestésicas de parada de movimento. É
uma tristeza vital onde o caráter de falta de fluência no tempo e no espaço faz sua
marca característica. Em todas as descrições clássicas encontramos a presença da
inibição da atividade geral do organismo. Esta inibição se vê relacionada a alterações
dos diversos ritmos biológicos essenciais ‐ como sono‐vigília, a oscilação diária da
temperatura, a oscilação hormonal, o ritmo circadiano, o ciclo atividade‐repouso, o
Para vencer a melancoliaritmo apetite‐saciedade.      
            A melancolia se apresenta como uma vaga tristeza que se apodera do coração, quase de maneira imperceptível, levando a pessoa a considerar amarga a existência. Se não combatida no íntimo do Ser, pode desencadear estados de angústia profunda e depressão.

            François de Gèneve, no capítulo V de O Evangelho Segundo o Espiritismo, alerta-nos que esse estado representa o esforço do Espírito que aspira a liberdade e tenta em vão sair da prisão do corpo físico. Como as lembranças da vida espírita não podem ser vividas naquele instante, o indivíduo, inconscientemente, prostra-se em desânimo, apatia e infelicidade.

            Este abatimento não se revela pelas impressões do Espírito, mas através de pequenos contratempos do cotidiano, coisas simples e corriqueiras que assumem cores mais escuras que a realidade. Ouvir uma reprimenda, tirar notas baixas na escola, desentender-se com um familiar... Qualquer motivo serve para desencadear um estado mais profundo de melancolia.

            Uma das maneiras de enfrentar a melancolia é identificar o agente causador e, o mais rápido possível, atacar a raiz do problema, solucionando-o.

            “Em uma escola havia um professor muito estimado pela espontaneidade e alegria que dele emanava. Todos o procuravam quando passavam por dificuldades. Quando ele via alguém com um semblante tristonho a caminho de sua sala, ele pegava um papel e uma caneta e perguntava: “- Qual é o problema?” A medida que a pessoa ia falando ele ia anotando todas as queixas: notas baixas, briga com a melhor amiga, derrota no esporte, um resfriado... Em grande parte, as situações eram coisas simples e de fácil solução, se buscada com seriedade. Normalmente, as pessoas que iam conversar com ele, ao olhar as muletas que ficavam escoradas na sua escrivaninha e que denunciavam a paralisia do jovem mestre, sentiam-se envergonhadas por entristecer-se por tão pouco.”

            A melancolia pode ser estimulada por uma mágoa, um pneu furado, uma dificuldade amorosa, um dia vazio, um bolso vazio, um estômago vazio, um coração vazio...

            Mentalmente, pode-se puxar um papel e escrever exatamente o que provoca este estado de infelicidade e trabalhar para eliminá-lo. Algumas coisas são imodificáveis, outras não, identificá-las é que diferencia o homem sereno do homem melancólico.

            Aos primeiros sinais de melancolia pode-se utilizar antídotos: sair da rotina e fazer algo diferente, que desejava há muito tempo, mas nunca tivera oportunidade de fazer; dedicar-se a dar alegria a alguém, sem exigir absolutamente nada em troca; adquirir novos conhecimentos, leituras, amizades; buscar na memória momentos da vida em que sentiu extrema felicidade e valorizar a vida.

            A melancolia está diretamente ligada ao estado de espírito da solidão e do ócio. Então, não seja solitário, não seja ocioso. Se for ocioso, não seja solitário; se for solitário não seja ocioso.

            Ao reencarnar na Terra, recebemos de Deus uma missão que não podemos desertar e da qual muitas vezes nem suspeitamos, quer seja junto à família, quer cumprindo outras obrigações. A nossa felicidade, presente e futura, depende do cumprimento dessa missão com alegria até o fim.
Luis Roberto Scholl 
                                                           

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