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terça-feira, 20 de setembro de 2011


incorporo.....Diego Adib

Do seu corpo, tenho em pensamento o desenho certo,
como se fosse um mapa anatômico.
Por incrível que pareça, fotografei-o dos pés a cabeça,
fiz estrada, um caminho aberto, morada,
povoei, construí meu ninho aconchegante,
percorri, trilhei, corri, andei bastante para chegar até tua alma.
Com um pouco de pânico, com um pouco mais de calma,
deslizei o dedo, sem receio e sem medo em teu seio.
Senti-o em minhas mãos, com a mão em cheio toquei teu coração.
Como astrônomo, imaginei teu corpo ser o universo,
reparei que as pintas , que eram milhares no corpo inteiro,
pareciam mais uma constelação.
Estando vivo encontrei motivo de querer invadir, habitar, possuir este conforto,
de sentir escravizado por isto que eu mesmo domo.
Imaginei o inverso, se bem eu estivesse morto:
queria arrumar um meio de no teu corpo estar, incorporar,
encarnar e nunca mais sair; como bem suporto;
e também fazer vê que em você teletransporto.

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